A península de Setúbal tem apenas 55% do PIB per capita da EU. Para alertar para esta situação e com base no estudo elaborado pela AISET, a Caritas Diocesana de Setúbal entregou o documento ao Presidente da República, aquando de uma visita à cidade sadina.

Setúbalmais, 18-07-2019

S.M – Tem sentido por parte dos dirigentes políticos que há mais abertura a esta questão? 

C.M. – Após a elaboração do estudo, desenvolvemos um extenso trabalho de contactos. Começamos em 2017 com uma reunião com o então ministro das Infraestruturas, Pedro Marques, que é originário do Montijo, a quem pedimos a alteração das NUTS para a península de Setúbal, tendo-nos informado que Bruxelas não autorizaria, o que é falso. Isto porque o regime comunitário 1059/2003 estabelece que as regiões plano podem ser alteradas normalmente de três em três anos, e extraordinariamente sempre que for necessário. Como a última alteração ocorreu em 2013, poderia ter sido alterada em 2018, quando foi feita a avaliação das estatísticas do quadro comunitário em vigor. Alertámos em Março de 201 7, pelo que Portugal já poderia ter beneficiado desta medida no próximo quadro comunitário de apoio. Reunimos também com os municípios, a Associação de Municípios da Região de Setúbal e os grupos parlamentares. Quando o Presidente da República visitou a Caritas Diocesana de Setúbal, no âmbito do trabalho de apoio aos sem abrigo e de combate à pobreza da população, aquela entidade e que é membro da plataforma para o Desenvolvimento da Península de Setúbal em parceria com a Associação do Comércio, Indústria, Serviços e Turismo do distrito de Setúbal, o Movimento Pensar Setúbal e a Caritas Diocesana, entregou o estudo, o qual, nesse mesmo dia, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que era necessário haver uma região com uma discriminação positiva por parte do governo. Verifica-se que, de uma forma geral, que as pessoas reconhecem esta situação, apesar de algumas colocarem objecções que não são explicáveis.